"Gente foi feita para ser feliz ."
 
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ENFRENTANDO OS DESAFIOS DE SE SER HUMANO COM CIÊNCIA, ARTE E AMOR

“O importante e bonito da vida é isto: Que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não estão terminadas, mas que estão sempre mudando.
Afinam e desafinam.”

Guimarães Rosa

A filosofia nos fala destas incessantes mudanças...

“É impossível se banhar duas vezes no mesmo rio.”
“A única coisa que nunca muda é que tudo muda”

Heráclito

Poetas nos falam deste desafio de se orientar nas mudanças...

“Navegar é preciso.
Viver não é preciso”

Fernando Pessoa

Eis o desafio... Eis o mistério...


“Ser ou não ser? Eis a questão.”

Shakespeare

A cada instante realizamos opções e nos construímos como pessoas mais maduras, mais prontas.
Nem a omissão, nem adiar ações, nos livram desta construção de nós mesmos, afinal, tudo é opção.
É impossível não sermos os únicos responsáveis por quem nós optamos em ser. É impossível delegar esta tarefa.
Nesta auto-construção não estamos sós, existem outras pessoas se construindo e nos influenciando. E nos relacionamos com elas segundo nossas consciências...

“A regra de ouro de nossa conduta é a da tolerância mútua, pois nunca todos pensarão a mesma coisa e veremos a Verdade fragmentada, sob vávios ângulos. A consciência não é a mesma em todos. Ela é um bom guia para a conduta individual, mas se impusermos tal conduta a todos, seria uma impiedade intolerável sobre a liberdade de consciência de cada um”
Gandhi

Ter consciência... Saber de si, quem se é, para onde se vai, o que se valoriza, ser compassivo e saber que as outras pessoas também estão nesta busca, é uma bússola útil neste navegar impreciso da existência humana.
No entanto, ao desenhar o “mapa de si mesmo”, encontramos um território irregular, recoberto por nossa natureza dual...

Tradizir-se
Uma parte de mim é tudo mundo:
outra parte é ninguém, fundo sem fundo.
Um parte de mim é multidão:
outra parte estranheza, solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera:
outra parte delira.
Uma parte de mim almoça e janta:
outra parte se espanta.
Uma parte de mim é permanente:
outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem:
outra parte, linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - Será arte?

Ferreira Gullar

Seguimos fazendo arte, juntando as partes, buscando o encontro, e como herois e heroínas em um conto de fadas, queremos encontros ainda maiores... E assim amamos!

“Um ser humano amar a outro talvez seja a mais difícil tarefa, a mais importante, o último teste e prova, o trabalho para qual todos os trabalhos só foram preparação.”
Rainer Maria Rilke

Como diria Vinícius de Moraes: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro.”
Buscamos encontrar um amor, buscamos um grupo social, um trabalho, bem material, beleza, saúde...
O que buscamos nestes encontros?
Buscamos ser amados. Buscamos felicidade!
Buscamos encontrar fora o que já é nosso e está dentro de nós.
Apesar das frustrações inerentes a esta busca, seguimos acrditando na viagem...

“No fundo, tudo me agrada e, às vezes, sinto-me cheio de uma eletrizante curiosidade, como se ainda não tivesse nascido.
Sim, ainda não perdi a confiança na viagem, embora muitas vezes esta viagem possa parecer desesperante e escura.”

Felline

No fundo, sabemos da oportunidade e da grandeza que é existir, ser e se transformar em mais Humano.
Porém, nem sempre queremos passar pelo que precisamos passar para nos transformarmos no que queremos nos tornar.
O medo, se não enfrentado, pode paralisar...

“Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada.
Na Segunda noite já não se escondem. Pisam nas flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia, o mais fragil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.”

Eduardo Alves Costa

Às vezes, na busca de felicidade, por medo, nosso maior obstáculo somos nós mesmos, porém...

“Só o que somos tem o poder de nos curar.”
Carl Gustav Jung

Como na tradição oriental propõe:

“O que for a profundeza do teu ser, assim será o teu desejo.
O que for o teu desejo, assim será a tua vontade.
O que for a tua vontade, assim será teus atos.
O que forem os teus atos, assim será o teu destino.”

Cabe nos então buscar...

“A serenidade necessária para aceitas as coisas que não podem ser mudadas.
A coragem para modificar aquelas que podemos.
E sabedoria para identificar umas das outras.”