"Uma empresa deve ser mais do que uma forma de ganhar a vida"
 
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O que é Desenvolvimento de Talentos Organizacionais

O que é Desenvolvimento de Talentos Organizacionais?

Ele tem a ver com integridade e plenitude.

Por integridade entendo ser o alinhamento do “Pensar”, do “Sentir” e do “Agir” da organização. Quando estamos alinhados e coerentes nestas instâncias conseguimos plenitude, que é estar em máxima extensão, brilho, glória.

Empresas e organizações agem como seres vivos e “pensam”, “sentem” e “agem”.

Um negócio é uma maneira de contribuir com o mundo. É função da “Mente” da empresa identificar a razão de sua existência. Uma empresa precisa dizer ao que veio, senão será apenas mais uma entre concorrentes. O Propósito de uma empresa lhe dá alma, comprometimento e rumos.

É preciso que esta Mente explore cenários futuros, identifique oportunidades, elabore estratégias, defina foco e os diferenciais competitivos. Tudo isto faz parte da definição do negócio da empresa.

A definição do negócio agrega valor ao produto. Um produto é só um produto, mas um negócio é um produto cercado de atributos e imagens por todos os lados. Você pode vender revistas e livros, ou pode vender cultura. O que você acha que o cliente prefere nesta situação? Lembre-se, o cliente está disposto a pagar pelo que ele percebe, nada a mais que isto.

O bom da definição de negócio é entender o que o cliente deseja e valoriza e transformar isto em produtos/serviços adequados. (É importante atentar que as pessoas não querem coisas. Querem alegria, beleza, conforto, segurança... O ato de aquisição de algum produto e serviço carrega simbolismos e satisfação de emoções.)

Qual o ramo de negócios da empresa Rolex? Errou se respondeu relógios. Ela vende jóias. Ela não concorre com quem vende marcadores de horas. Quem compra um relógio Rolex quer muito além de saber as horas ao olhar para ele.

Uma vez tendo a “Mente” definido o negócio, o seu rumo, falta conseguir a energia e as estruturas necessárias para a ação.

É tarefa do “Corpo” da empresa então levar esta “Mente” para “passear”. Um vez que se saiba para onde e o porquê ir, as estruturas para esta travessia ficam por conta do “Corpo”.

O “Corpo” da empresa é o dia-a-dia, os materiais, a produção, os produtos, o estoque, os procedimentos e regras, as vendas, as duplicatas, o caixa, lucro ou prejuízo... É a parte estrutural física da empresa. O “Corpo”, embora não seja suficiente para o empreendimento, é fundamental. Algumas ferramentas gerenciais são indispensáveis neste processo, como por exemplo um Planejamento Financeiro (Qual o ponto de equilíbrio da empresa? Qual faturamento a empresa necessita para suprir suas necessidades de caixa e lucratividade? Estudos de formação de preços para otimizar resultados. Qual a estrutura ideal de despesas fixas? Para as várias relação de volume de vendas e preços, quais as necessidades de capital de giro que a empresa terá para financiar sua atividade? E etc.) e Marketing (Qual o mix de produtos, ações promocionais, ponto de venda, distribuição, estratégias de vendas...)

Técnicas de administração quando alinhadas com a uma visão de futuro inspiradora e desafiante, geram resultados muito superiores a somente lucro. É neste momento que entra a “Alma” da empresa. A maior limitação da Mente é fazer com que as coisas sejam feitas. A “Mente” propõe mudanças e o “Corpo” prefere a empresa estática. A “Alma” interage neste relacionamento.

A “Alma” é a parte gente da empresa. É a qualidade dos relacionamentos, a motivação, a comunicação, o trabalho em equipe e etc. É a alma é que faz a diferença. Dela emana a energia que faz uma empresa sobrepor-se a outra no mercado, na mesma economia, diante dos mesmos obstáculos.

Não há equipe sem objetivos em comum. Em uma empresa com alma os objetivos são compartilhados e se tornam comuns. A somatória destes objetivos é a missão da empresa. (As pessoas estão dispostas a apoiarem objetivos que podem ser seus também.). A “Mente” é capaz de criar com grandeza uma visão de negócio, porém é a “Alma” que a transforma em uma visão compartilhada e conta com o apoio de todos.

Uma das característica das empresas com alma é que elas têm uma missão de servir (Cliente, colaboradores, acionistas, comunidade...). Contribuir é diferente de extrair. Empresas que só querem extrair do mercado só conseguem colaboradores que só querem extrair da empresa.

Empresas com alma, que servem, têm menor índices de reclamação, são mais preparadas, lucrativas e remuneram melhor. Porém a maior recompensa é a auto-realização e o aumento da auto-estima. Não pode haver recompensa maior.

Uma empresa com alma tem valores virtuosos que a norteiem. São os valores que impulsionam as empresas. Eles criam riquezas. Todavia, o inverso não é verdadeiro.

Valores como confiança, amizade, lealdade e fé são sempre bem aceitos, porém estes devem estar alinhados com a visão estratégica do negócio, caso contrário viram somente princípios e não geram frutos. Por isso a Alma necessita tanto da Mente quanto do Corpo.

O que um programa de Desenvolvimento de Talentos Organizacionais faz? Contribui com suas ferramentas de trabalho com a conquista de integridade, com o alinhamento do “Pensar”, “Sentir” e “Agir” da empresa na busca de plenitude.

Uma empresa deve ser mais do que uma forma de ganhar a vida.
“A vida é feita de escolhas. As conquistas não ocorrem por acaso, dependem de nossas escolhas, da prioridade que damos a nossos propósitos, do que fazemos com nosso tempo, de com quem escolhemos nos relacionar, das contribuições que queremos oferecer, dos sentimentos que experimentamos, de nossas aceitações ou rejeições.”

Obs.: A fundamentação teórica no qual se baseia este trabalho descrito acima faz parte da concepção da Metanóia, desenvolvida por Roberto Adami Tranjan. Consultor de Empresas, escritor de livros como “Metanóia”, “A Empresa de Corpo, Mente & Alma”, “Não Durma no Ponto”, e “Pegadas”. (Ed. Gente)